A cirurgia bariátrica não tem objetivo meramente estético. Seu intuito é o de reduzir a mortalidade e a morbidade (aparecimento ou agravamento de doenças associadas) numa população específica. A cirurgia se justifica quando, estatisticamente, seus riscos são menores do que os causados pela obesidade. Estes riscos variam de acordo com cada indivíduo, com o grau de obesidade e com as doenças associadas.

Existem consensos internacionais que norteiam a indicação do procedimento cirúrgico. A decisão sobre a cirurgia cabe à equipe médica (quem, quando e como operar), e ao paciente (aceitação do procedimento após conhecer os riscos e benefícios associados a ele, assim como as modificações nos hábitos e processo de adaptação no período pós-operatório).


 
Cada tipo de cirurgia apresenta um padrão de indicação específico. A escolha final da cirurgia a ser realizada depende da opinião de cirurgião, equipe multidisciplinar e paciente.

Gastroplastia Redutora em Y de Roux (Bypass)
Realizada por videolaparoscopia, essa técnica reduz o estômago, utilizando endogrampeadores, diminuindo seu volume e também a quantidade de alimentos que o paciente tolera por refeição. Além disso, fazemos o chamado “desvio intestinal”, onde é feito um anastomose (junção do estomago reduzido com o intestino fino), favorecendo o emagrecimento e a liberação de hormônios, envolvidos na melhora do diabetes e outras comorbidades.



Gastrectomia Vertical (Sleeve)
Nessa técnica, o estômago é transformado em um tubo, através do grampeamento, ficando com capacidade volumétrica de 80 a 100 mililitros, sendo retirado do paciente o estômago excluso (parte grampeada que não será mais utilizada).



Balão Gástrico
Método feito por endoscopia, com objetivo de insuflar um balão de silicone dentro do estômago, ocupando espaço e reduzindo a capacidade volumétrica do estomago. É um método temporário, durando aproximadamente 6 meses a 1 ano, quando deve-se retirar o balão, através de nova endoscopia. Indicamos em alguns casos de obesidade mórbida, com IMC maior que 50 kg/m2, como método auxiliar na perda de peso pré-operatória, permitindo uma cirurgia bariátrica segura.
A cirurgia é indicada para pacientes que tenham:
  • IMC acima de 40, com mais de 2 anos de tratamento clínico, sem sucesso;
  • IMC entre 35 e 40, associado a comorbidades (doenças causadas ou associadas à obesidade).

Os benefícios da cirurgia bariátrica, além da perda de peso, aumento da longevidade e qualidade de vida, incluem a melhora no quadro de doenças associadas à obesidade, como
 
Diabetes do tipo II
Hipertensão (pressão alta)
Dislipidemias (colesterol e trigliceridios)
Esteatose Hepática (gordura no fígado)
Doenças vasculares (Infarto, angina)
Apneia do sono
Doenças das articulações (artrites) e Hérnias de disco
Asma grave não controlada
Doença do refluxo gastroesofageano com indicação cirúrgica
Incontinência urinária de esforço na mulher
Infertilidade masculina e feminina
Síndrome dos ovários policísticos
Estigmatização social e depressão
A equipe de especialistas do IBO estará junto dos pacientes durante a fase preparatória para a cirurgia. Todas as etapas são importantes para que os envolvidos, pacientes e suas famílias, possam esclarecer as dúvidas que venham a ter e se sintam seguros quanto à realização do procedimento.

Fase 1 – Consulta com Dr. Daniel Proença. Caso tenha indicação de Cirurgia Bariátrica, o paciente receberá os pedidos de exame nessa consulta.

Fase 2 – Realização de exames e consultas com equipe multidisciplinar (Nutricionista, Endocrinologista, Psicóloga e Cardiologista).
Atenção a alguns detalhes nessa fase:
  • A equipe multidisciplinar atende na própria clínica. Porém, caso o paciente prefira continuar com seus profissionais de confiança, entendemos, respeitamos, e estamos prontos para auxiliá-lo em qualquer fase do tratamento, contanto que os mesmos estejam preparados para atendimentos de pacientes submetidos a cirurgia bariátrica.
  • Na consulta com o Endocrinologista e o Nutricionista, o paciente deve apresentar o resultado dos exames de sangue, e o Cardiologista deve receber o resultado de todos os exames para fazer a análise do risco cirúrgico.
  • A consulta com Fisioterapeuta e Psicóloga, pode ser agendada, independente da realização dos exames.
  • O número de consultas com a equipe multidisciplinar, pode variar de acordo com o quadro clínico de cada paciente.
  • A equipe multidisciplinar deve fornecer os laudos, que serão utilizados para o processo de autorização da cirurgia, junto ao plano de saúde.
  • Pacientes encaminhados por outros profissionais, por exemplo Ortopedista, Neurocirurgiões, Endocrinologistas, dentre outros devem solicitar laudo médico, descrevendo as lesões, isso vai facilitar nosso entendimento das suas comorbidades. 
Fase 3 – Revisão com Dr. Daniel Proença
  • Checagem dos resultados dos exames pré-operatórios
  • Checagem dos laudos e a liberação da equipe multidisciplinar, para sua Cirurgia Bariátrica
  • Decisão da técnica cirúrgica a ser utilizada (Bypass ou Sleeve)
  • Explicações e esclarecimentos têm prioridade em qualquer fase, porém, com a aproximação da cirurgia, é importante aproveitar esse momento, para esclarecer qualquer dúvida que ainda possa existir. Por isso, consideramos fundamental a presença de um familiar, preferencialmente quem acompanhará o paciente após a cirurgia. 
Fase 4 – Autorização da Cirurgia Bariátrica
  • Nessa fase, enviaremos o pedido da cirurgia ao plano de saúde e ao hospital. Em alguns casos, o paciente deve levar o pedido, diretamente ao seu plano de saúde, informaremos quando isso for necessário.
  • Perícias médicas podem ser solicitadas, caso o paciente seja notificado, deverá ir a uma avaliação com o médico indicado por seu plano de saúde, levando todos os exames e laudos. O objetivo da perícia, é confirmar as informações enviadas na solicitação da cirurgia, e fazer a liberação do procedimento.
  • O tempo para autorização da cirurgia pode variar, a equipe do IBP acompanhará todo o processo e estará pronta a dar informações.
  • O paciente tem o direito de contactar seu plano de saúde, e saber informações do processo de autorização da cirurgia bariátrica.
  • Após a autorização, teremos uma senha em mãos, que nos permite passar a próxima fase que é escolher o dia da cirurgia. 
Fase 5 – Data da Cirurgia Bariátrica
  • Finalizado todo o processo, entraremos em contato com o paciente, com opções de datas, para o agendamento da cirurgia.
  • Importante: caso haja alteração de telefone, endereço ou e-mail, a equipe do IBO deve ser avisada.
  • O paciente receberá as instruções de internação hospitalar, horário, endereço, nome do hospital, documentos necessários e preparos pré-operatórios. 
Um dia antes de sua Cirurgia Bariátrica

Realize um chek-list:
  • Nutricional: o paciente dever verificar com o nutricionista qual será o suplemento utilizado em casa assim como a dieta para os 15 primeiros dias após a operação. No período de internação hospitalar a alimentação será fornecida pela isntituição, mas depois será preparada em casa;
  • Psicológico: o paciente deve ficar atento às orientações dos psicólogos da equipe IBO no que se refere à fome real versus desejo de comer. O apoio familiar é fundamental;
  • Fisioterápico: o paciente deve checar o Respiron e como utilizá-lo assim como a meia elástica de média compressão branca, como utilizá-la e os exercícios que devem ser feitos no hospital, porque a fisioterapia precoce reduz complicações da cirurgia;
  • Medicamentoso: o paciente deve tomar o anticoagulante prescrito até as 22:00h na véspera da operação como orientado pela equipe;
  • Documentação: o paciente receberá uma pasta do IBO com sua documentação e deve levá-la ao hospital para a avaliação do anestesista, levar também o termo de consentimento assinado por Dr. Daniel Proença, pelo paciente e por um familiar, a carteira do plano e um documento de identidade, os exames e os relatórios.
  • Emocional: paciente e sua família devem perceber este momento como o começo de uma nova fase e podem ter a certeza que a equipe do IBO estará todo o tempo muito próxima e disponível para apoiá-los.
  • O paciente deve chegar ao hospital no horário determinado, sendo obrigatório, um acompanhante, maior de 18 anos, no momento da internação.
  • O paciente será encaminhado ao centro cirúrgico, onde toda a equipe o aguarda para iniciar o procedimento.
  • Após a cirurgia, o paciente retornará ao quarto. Alguns precisarão fazer o pós-operatório no CTI, devido as doenças pré-existentes, ou intercorrências durante a cirurgia, como por exemplo dificuldade de controlar a pressão arterial ou o açúcar no sangue. A indicação de CTI é feita de forma individualizada, portanto, falaremos sobre isso nas consultas.
  • O paciente deve caminhar após 6 horas do retorno ao seu quarto, sempre acompanhado.
  • No dia da cirurgia será dieta ZERO, então o paciente receberá hidratação venosa.
  • Medicamentos estão prescritos, para intercorrências como dor ou náusea, o paciente deve avisar a enfermagem sobre qualquer desconforto no seu pós-operatório. A função da equipe será sempre de avaliar a queixa dos pacientes com toda atenção e decicir a melhor conduta.
1º Dia de Pós-Operatório
  • Dia de iniciar a dieta líquida, nos volumes prescritos pela equipe médica.
  • Importante que o paciente caminhe no hospital. Lembrar que a cama foi feita para dormir, durante o dia deve procurar usar a poltrona, deixando a  cama para a noite. Isto ajudará no retorno dos movimentos do intestino, vai melhora o fluxo de sangue nas pernas e a recuperação geral dos pacientes.
  • O paciente será avaliado pela equipe, com possibilidade de alta para casa ao final do primeiro dia pós-operatório, ou na manhã do segundo dia pós-operatório. Casos especiais podem requerer internação mais longa. 
Importante: utilizamos drenos de silicone no abdômen, durante os primeiros dias de pós-operatório, com objetivo de vigiar as anastomoses (pontos e grampos) da cirurgia. Esses drenos são retirados na consulta de revisão. O paciente deve tomar o corante conforme orientação que receberá do Dr. Daniel Proença. Nem todos os pacientes necessitam de drenos, essa decisão é tomda durante a cirurgia, baseada em critérios médicos.
  
Consultas de Revisão 
  • Será agendada com o cirurgião consulta entre 7 e 10 dias após o procedimento, para avaliação do pós-operatório, retirada de pontos, etc.
  • O paciente também deve agendar retornos regulares com a equipe multiprofissional, para seguir seu tratamento clinico.
  • Atividades físicas leves, como caminhadas, atividades domésticas habituais estão liberadas após a consulta de revisão, quando a equipe médica irá avaliar o início das demais atividades físicas, como musculação. 
A cirurgia bariátrica é uma ferramenta eficaz para o tratamento de obesidade severa, porém o sucesso do procedimento cirúrgico, depende também da disciplina e do comprometimento do paciente. O candidato deve ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar, para um resultado satisfatório.
A avaliação nutricional do paciente a ser submetido à cirurgia bariátrica é extensa, e abrange vários itens como: história de doença familiar, histórico social, história de doença pregressa, história da doença atual, exames bioquímicos, exames físicos, antropometria, avaliação do consumo alimentar e outros exames. O profissional nutricionista tem o papel de garantir uma adequação de nutrientes ao paciente, favorecendo uma boa recuperação no pós-operatório, preservando a massa magra durante o emagrecimento, além de minimizar riscos de complicações durante e após a cirurgia, bem como uma readequação do organismo a nova realidade.

O paciente deve passar por quatro fases antes de ter uma alimentação regular:

Primeira fase: Dieta líquida restrita
Dieta com líquidos claros, sem resíduos. Evita desconforto gástrico e promove melhor recuperação e cicatrização intestinal. As preparações devem conter o menor resíduo possível. Todos os líquidos devem ser coados em peneira fina ou coador.

Segunda fase: Dieta líquida completa
Os líquidos ainda devem ser ralos, podem ser coados em peneira normal (não precisa ser tão fina), podem conter resíduo (lactose, fibra) mas não podem conter partículas, pedaços ou fiapos. As sopas são mais nutritivas e a variedade de frutas e verduras é maior.
 
Terceira fase: Dieta pastosa
É recomendável a mastigação exaustiva, e os alimentos deverão ser cozidos e amassados, consistência semelhante de purê. O objetivo é treinar a mastigação e o tempo de refeição.

Quarta fase: Dieta sólida
Esta é a última etapa da evolução dietoterápica, devendo seguir uma mastigação exaustiva e introdução dos alimentos crus. É o período em que o paciente, sempre seguindo as orientações de sua equipe multidisciplinar, poderá voltar a ter uma alimentação regular.

Nutricionistas da equipe IBO:
  • Genivalda Ferreira dos Santos
  • Graciele Figueiredo Nascimento Simões
Como é a atuação do Psicólogo no processo de redução de estômago e emagrecimento?
 
A Cirurgia Bariátrica e Metabólica, conhecida popularmente por Redução de Estômago ou Cirurgia da Obesidade, é um conjunto de técnicas com fundamento científico que visam ao tratamento da obesidade e demais doenças relacionadas ao excesso de gordura corporal. Antes de realizar efetivamente a cirurgia bariátrica, o paciente é submetido a uma série de avaliações que envolvem diferentes profissionais (equipe multidisciplinar), além do gastroenterologista, como: nutricionista, cirurgião cardiologista, psiquiatra e psicólogo.
Neste sentido, o psicólogo terá um papel fundamental na avaliação das condições emocionais do paciente para passar por este processo, levando em conta ainda todas as mudanças que ele enfrentará no pós-operatório. Devemos entender que o paciente que chega ao momento de uma cirurgia bariátrica, já traz consigo um histórico relacionado à obesidade, provavelmente envolvendo tentativas de emagrecimento às vezes frustradas, dificuldades em seu cotidiano ligadas ao excesso de peso, possíveis doenças associadas, pressão social, entre outros fatores. Tudo isso envolve certo estresse, acompanhado de expectativas e ansiedade pela realização de um procedimento cirúrgico e também frente às mudanças idealizadas pelo paciente após esta intervenção.

Assim, o trabalho do Psicólogo na avaliação deste paciente se inicia e deve considerar certos fatores:
  • História clínica do paciente: estilo de vida, hábitos, comportamentos, relacionamentos, sentimentos, pensamentos, atividades.
  • Investigar sobre início da obesidade: quais são os padrões familiares, como o paciente lida com a doença, quais e quantas foram as tentativas para emagrecer, qual a influência e os prejuízos da obesidade em sua rotina, quais os casos de obesidade na família, como está sua autoestima e sua imagem corporal, estado de humor, qualidade de sono, vida social e profissional, quais as suas expectativas e idealizações quanto ao procedimento cirúrgico.
  • Verificar a existência de compulsões, crises de ansiedade, fantasias acerca do emagrecimento, possível existência de algum transtorno alimentar, níveis de estresse, ansiedade, depressão. Capacidade do enfrentamento de estresse e tensão, além de outros aspectos psicossociais que possam comprometer os resultados.
  • Verificar a possível presença de transtornos mais graves que possam inviabilizar o procedimento cirúrgico.
  • Investigar a disponibilidade do paciente para mudanças de hábitos e padrões de vida permanentes após a realização da cirurgia, como: mudanças na alimentação, práticas regulares de exercícios físicos e demais alterações que se façam necessárias em cada caso. 
O trabalho do Psicólogo não se limita apenas à avaliação pré-operatória, já que, quando for necessário, o paciente poderá ser encaminhado para um acompanhamento anterior à cirurgia, podendo ser estendido até o pós-operatório, o que é tão importante quanto a avaliação por si só. No caso do paciente que realiza o acompanhamento psicológico posterior à cirurgia bariátrica, o atendimento será voltado ao processo de adaptação que se iniciará nesta fase, considerando as mudanças no estilo de vida e na alimentação, como já foi dito. E ainda deve-se considerar também certa mudança nos relacionamentos sociais, familiares, profissionais, na autoimagem, na compreensão sobre si mesmo, nas expectativas que o paciente deposita sobre si e sobre seu futuro, dentre outras demandas que podem eventualmente surgir nesta fase.

Fonte: Avaliação Psicológica no Contexto da Cirurgia Bariátrica – Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica – SBCBM
Orientações Fisioterapêuticas para o Obeso

Diversos estudos demonstram que fisioterapia precoce e adequada reduz significativamente a incidência de complicações operatórias e pós-operatórias (exemplos: Pneumonia, Trombose, dentre outas).

Pensando em um atendimento integrado o IBO dividiu a fisioterapia no atendimento ao paciente com obesidade em Pré-Hospitalar (antes da Cirurgia), Hospitalar (internamento) e Pós-Hospitalar (após a alta hospitalar) onde cada fase deste atendimento tem um objetivo a ser alcançado.

Fase Pré-Hospitalar:
  • Condicionamente Respiratório: ampliar a capacitação respiratória aumentando a entrada do volume correto de ar, fortalecer os músculos respiratórios aumentando a capacidade funcional e reduzindo o risco de colabamento pulmonar com utilização de exercícios respiratórios e Respiron.
  • Condicionamento Cardíaco: capacitação cárdiaca e muscular melhorando o condicionamento físico de maneira gradual permitindo assim que a capacidade vital seja aumentada para que o paciente tenha maior reserva cardíaca para o stress cirúrgico.
 
Fase Hospitalar:
  • Caracteriza-se pela fase onde o paciente aplicará os exercícios ensinados no pré-operatório para continuar um condicionamento gradual.
  • Nesta fase, utiliza-se o Respiron, meia elástica, exercícios de alogamento, mobilização do leito, exercícios para panturrilha reduzindo o risco de trombose e colabamento pulmonar.
Fase Pós-Hospitalar:
  • Esta fase, é dividida em precoce e tardia, sendo na fase precoce utilizados os exercícios respiratórios e de alongamento indicados por Dra. Thais.
  • Na fase tardia os objetivos são diferentes da fase precoce, pois temos como necessidade o fortalecimento ligamentar e alongamento com pilates para após essa fase iniciarmos atividade física moderada.
Cuidados com os curativos

Orientações para curativos simples após cirurgia eletiva 


Curativo é definido como um procedimento utilizado para a limpeza, proteção e tratamento das lesões. O curativo consiste no cuidado dispensado a uma região do corpo com presença de uma ruptura da integridade de um tecido corpóreo mantendo assim a boa cicatrização tecidual.

Finalidades dos curtivos
  • Remover corpos estranhos;
  • Limpar a lesão;
  • Evitar o aparecimento de infecções nas feridas limpas;
  • Preencher espaço morto e evitar a formação de sero-hematomas;
  • Fornecer isolamento térmico;
  • Proteger e isolar a ferida do meio externo e contra trauma mecânico. Favorecer a cicatrização da ferida;
  • Limitar a movimentação dos tecidos em torno da ferida;
  • Proporcionar maior conforto físico e psicológico aos clientes;
  • Diminuir a intensidade da dor. 
Orientações Gerais

Caso seu curativo esteja limpo e seco após a alta hospitalar você deve tomar banho normalmente lavando a região dos pontos com água e sabão antes da realização de um novo curativo retirando o antigo antes do banho.

Como proceder para realizar um novo curativo
  • O paciente deve evitar tocar a ferida com a mão, falar próximo à lesão e tocar nos materiais esterilizados no momento da realização do curativo;
  • Lavar as mãos com água e sabão e passar álcool 70% nas mãos.
1º passo: remoção do curativo anterior e limpeza das bordas distantes
2º passo: fazer a limpeza da ferida utilizando-se de um chumaço de gaze e luva de procedimento, iniciando da área menos contaminada para a mais contaminada.(Inicia-se do local dos pontos para a borda longe dos pontos);
3º passo: fazer a aplicação de anti-sépticos no local do curativo (Ex: Clorexidina) utilizando-se de um chumaço de gaze embebido;
4º passo: caso esteja saindo alguma secreção da incisão cirúrgica deve-se cobrir com gaze e micropore, na confecção do curativo de proteção. Caso sua incisão cirúrgica esteja seca, a orientação do IBO é mantê-lo descoberto.
 
Como Aplicar Anticoagulante Injetável
VÍDEO COMO NO SITE ANTERIOR
 
Como utilizar o Respiron 
VIDEO
 
Porque utilizar a meia elástica? 
A utilização da meia elástica associada a fisioterapia motora e utilização de anticoagulante injetável são cuidados fundamentais para evitar trombose venosa profunda.
Indicamos a meia elástica de média compressão para prevenção da trombose com o comprimento de ¾ da perna e com a ponta dos dedos livres e com efeito anti-trombótico (Branca).
Abaixo segue um passo a passo de como o acompanhante do pacientes deve auxiliá-lo a vestir a meia.

Dicas para vestir corretamente as meias elásticas:
1. Utilizar a sapatilha (quando houver) para fazer a meia deslizar. Usar a sapatilha em todas as meias de ponteira aberta;
2. Colocar a mão por dentro da meia e segurar o tecido próximo ao calcanhar, com a outra mão, virar a meia do avesso até o ponto em que ela está sendo segurada;
3. Calçar a meia no pé, ajustando-a bem até o calcanhar;
4. A partir do calcanhar, deslizá-la aos poucos pelas pernas até a altura abaixo do joelho;
5. Distribuir a meia ao longo da perna, ajustando-a corretamente no tornozelo e não deixando atrás do joelho;
6. Retirar a sapatilha
 
Vídeo ilustrativo de como calçar sua meia elástica:
 
 

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