Obesidade e câncer: segundo maior fator de risco evitável

O Brasil terá 29.490 casos de câncer associados a um elevado IMC (calcule aqui seu Índice de Massa Corporal) em 2025, o que corresponde 4,6% de todos os novos casos de cânceres diagnosticados. Esses são dados do estudo realizado com parceria entre instituições brasileiras, francesas e a Universidade de Harvard, publicado na “Cancer Epidemiology”, em 2018.

Essa projeção foi feita a partir de base cálculos realizados em 2012, (onde o excesso de peso estava associado a 15.465 casos de câncer (3.8% no total). Essa condição tem crescido nos últimos anos, chegando a 14,4% dos homens e 25.4% das mulheres com mais de 20 anos em 2013.

O câncer de mama sai na frente como o que mais sofre influência de peso elevado. Em segundo lugar o de colo de útero (1729), seguido do colorretal (681); próstata (926) e de fígado (651).

A obesidade aumenta o risco de desenvolvimento de diversos tipos de câncer. Entre os mais de 200 tipos de cânceres já conhecidos, o excesso de peso está relacionado a 13 tipos (câncer de esôfago, estômago, pâncreas, vesícula biliar, fígado, intestino (cólon e reto), rins, mama, ovário, endométrio, meningioma, tireóide e mieloma múltiplo).

Esse é o segundo maior fator de risco evitável para o câncer, perdendo apenas para o tabagismo – que tem tido queda relevante. Isso faz com que as instituições de saúde fiquem alerta com a possibilidade da obesidade ultrapassar o tabagismo e se tornar o fator prevenível mais relevante na gênese do câncer, segundo a American Society of Clinical Oncology (Asco).

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O índice de massa corporal (IMC) é um dos parâmetros mais utilizados para classificar sobrepeso e obesidade em adultos. Ele é calculado a partir da divisão do peso (em quilos) pela altura (em metros) ao quadrado.

Quanto mais alto o IMC, maiores os riscos de doenças como diabetes, hipertensão, apneia do sono, doenças de articulações, entre outras.

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