Na última década o número de obesos no Brasil cresceu 60%. Hoje, já atinge um em cada cinco brasileiros e 57% da população adulta brasileira tem excesso de peso. Entre as crianças, a questão também tem se agravado, 7,3% das menores de 5 anos estão acima do peso. Com isso, a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO) estima que 4.500.000 brasileiros têm indicação formal para realizar cirurgia bariátrica.

A primeira opção para se livrar do excesso de peso é o chamado tratamento clínico, que inclui dieta, exercícios, medicação e acompanhamento de endocrinologista e nutricionista. Também podem fazer parte da equipe um fisioterapeuta e um psicólogo. O objetivo é conscientizar o paciente da necessidade de trocar o sedentarismo e a má alimentação por hábitos de vida mais saudáveis que contemplem atividade física e dieta balanceada, podendo em casos especiais, propor o uso de medicação que otimize a perda de peso e facilite as mudanças comportamentais.

O diferencial do IBO é ter uma equipe assistencial especializada na prevenção e tratamento de pessoas acima do peso, discussão de cada caso individualmente entre a equipe multidisciplinar e escolha do melhor tratamento para cada caso.
Nos casos em que a obesidade traz prejuízos à saúde e o tratamento clínico se mostra ineficaz, o tratamento cirúrgico deve ser considerado. Existem vários tipos de cirurgias disponíveis e cabe ao médico apresentá-los ao paciente e recomendar o mais apropriado e seguro.

É uma doença crônica, de origem multifatorial, caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal no indivíduo. Para o diagnóstico em adultos, o parâmetro mais utilizado é o Índice de Massa Corporal (IMC). 
 
O IMC é um bom indicador porque é simples, prático e sem custo. Ele é muito útil para o rastreamento inicial (prevenção primária).
 
O IMC é calculado dividindo-se o peso do paciente pela sua altura elevada ao quadrado. É o padrão utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que identifica o peso normal quando o resultado do cálculo do IMC está entre 18,5 e 24,9. Veja a tabela completa e descubra o seu IMC aqui. Para ser considerado obeso, o IMC deve estar acima de 30.

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A obesidade é uma doença multifatorial com tratamento complexo que exige ação integrada de diversas áreas de conhecimento. O Instituto Baiano de Obesidade é uma instituição dedicada ao tratamento da obesidade, onde a cirurgia é parte e não o todo com relação ao seu tratamento. Trabalhamos com um programa que, antes de ser assistencial, é educativo.

Nesse sentido, criamos e mantemos integrada uma equipe multidisciplinar especificamente treinada, composta por cirurgiões, endocrinologistas, cardiologistas, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e educador físico. O tratamento multidisciplinar é o nosso grande diferencial e sinônimo de sucesso no tratamento contra a obesidade.

Ainda é comum, a visão distorcida de que a obesidade resulta de comportamentos individuais. Um mal que acomete as pessoas que não se alimentam adequadamente e não têm força de vontade nem disciplina para a prática regular de exercícios físicos e, por isso, esses indivíduos engordam e colocam a própria vida em risco. Assim, seriam eles os únicos responsáveis pela situação em que se encontram. No entanto, essa é uma visão equivocada sobre a obesidade e sobre as pessoas com obesidade.

A equipe do Instituo Baiano de Obesidade tem clareza sobre os equívocos de que os pacientes são vítimas e busca, com empatia, acolhê-los, apoiá-los e esclarecê-los sobre as causas da doença e as diversas opções e etapas de tratamento. 




 
A obesidade é uma doença crônica, geneticamente relacionada, complexa e com causas multifatoriais. Pesquisas científicas já descreveram 12 fatores que influenciam o ganho de peso pelas pessoas. Desde os mais conhecidos como a diminuição dos níveis de atividade física e o aumento da ingestão calórica, passando pelas causas genéticas e até questões como a obesidade de origem infecciosa. Isto, aliado ao caráter epidêmico da doença, demonstra o quanto a crença em soluções simplistas pode dificultar o tratamento dos obesos.

Fatores que influenciam o aumento da incidência da obesidade:
  • Influência do ambiente
  • Estilo de vida urbano e moderno
  • Papel da genética
  • Efeito do estresse no apetite
  • Iatrogenia farmacêutica
  • Redução do sono e produção de melatonina
  • Disruptores endócrinos
  • Ambiente termoneutro
  • Diminuição do tabagismo
  • Aumento da idade das grávidas
  • Obesidade de origem infecciosa
  • Poluição
São doenças relacionadas a alterações do organismo por causa do excesso de gordura corporal. Reduzem a qualidade e a expectativa de vida dos pacientes. Vários estudos têm demonstrado que a obesidade está fortemente associada a um risco maior de outras doenças, como:

Síndrome metabólica:
Hipertensão arterial sistêmica.
Diabetes melittus tipo 2.
Intolerância à glicose.
Glicemia de jejum alterada.
Dislipidemias.
Hipertrigliceridemia.
HDL baixo.
Hipercolesterolemia.
Hiperuricemia.
Doença hepática gordurosa não alcoólica e esteato-hepatite não alcoólicas. 

Cardiopatias: 
Cardiopatia isquêmica.
Insuficiência cardíaca congestiva.
Cor pulmonale.
Síndrome da hipoventilação pulmonar relacionada à obesidade. 

Câncer: 
Colo-retal.
Endométrio.
Esôfago.
Mama.
Pâncreas.
Rins.
Vesícula. 

Aparelho reprodutor:
Síndrome dos ovários policísticos.
Infertilidade. 

Comorbidades relacionadas ao aumento de carga sobre a estrutura corporal: 
Artropatias.
Insuficiência venosa periférica e suas complicações.
Apneia Obstrutiva do Sono.
Refluxo Gastroesofágico.
Hérnias da Parede Abdominal.
Incontinência urinária de esforço. 

Comorbidades relacionadas a condições de limitação física agravando a obesidade 
Amputação de membro(s) inferior(s).
Sequela de paralisia infantil ou paralisia cerebral.
Sequela de acidente vascular cerebral (AVC).
Tetraplegia, paraplegia ou hemiplegia.
Sequela de lesão ortopédica.

 
Estudos científicos mostram que estar acima do peso diminui cerca de um ano da expectativa de vida. Quando a obesidade é severa, essa redução sobe para 10 anos. 70% dos obesos morrem antes de 45 anos. Portanto, já não há mais dúvidas de que o excesso de peso e a obesidade estão associados a um risco de morte prematura.

O Instituto Baiano de Obesidade – IBO é formado por uma equipe de especialistas com experiência no tratamento desta doença crônica e multifatorial. Levando tratamento individualizado a seus pacientes na busca de soluções que tragam qualidade de vida e bem-estar. A equipe acompanha cada paciente e sua família, sempre pronta a levar informações de modo acessível e didático para que possam compreender todas as etapas do tratamento e sintam-se seguros e acolhidos nessa jornada.

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