A vesícula biliar armazena e concentra a bile enquanto estamos em jejum e a excreta para o duodeno após alimentação. Alterações nas concentrações das substâncias que compõem a bile podem levar a formação dos cálculos biliares. Acontece mais frequentemente em mulheres e pode estar relacionado a obesidade, gravidez e a hereditariedade.

Diagnóstico:
Os pacientes podem ser assintomáticos e os cálculos serem um achado durante uma ultrassonografia realizada por outro motivo. Quando sintomáticos, as queixas podem variar desde uma intolerância a alimentos gordurosos até dor abdominal, náuseas e vômitos.

Tratamento: 
O tratamento, na maioria dos casos, é cirúrgico e inclui a remoção da vesícula biliar. A cirurgia é atualmente realizada por uma técnica minimamente invasiva chamada videolaparoscopia. Quando tratada eletivamente, de forma programada, os resultados são altamente satisfatórios, no entanto, a opção de não tratar pode levar as complicações do doença como a inflamação da vesícula (colecistite aguda), migração do cálculo para o canal do fígado (colecocolitíase) ou a inflamação do pâncreas (pancreatite aguda).

A Cirurgia:
A cirurgia para os cálculos da vesícula biliar inclui necessariamente a remoção da vesícula, a chamada de colecistectomia. Antigamente era realizada através de uma incisão no abdômen. No início da década de 90, uma forma menos invasiva, chamada de videolaparoscopia foi desenvolvida. Após anestesia geral, o cirurgião introduz uma câmera em um pequeno orifício na região umbilical e através de três outros orifícios introduz os instrumentos necessários para a remoção da vesícula, que é retirada do abdômen através da cicatriz umbilical.
Essa técnica, minimamente invasiva, oferece uma série de vantagens como menos dor, mais rápida recuperação, além do benefício estético. Pode ser realizada na maioria das situações onde a remoção da vesícula é necessária.

O pós-operatório:
Normalmente a internação é de cerca de 24 horas nos casos eletivos. No mesmo dia já é possível iniciar uma alimentação branda. Após a alta são prescritos apenas analgésicos comuns que podem ou não ser necessários no pós-operatório. Com cerca de sete dias os pontos são removidos e as atividades estão praticamente normalizadas, exceto aquelas que exigem esforço físico acentuado.

Os cuidados com as feridas desses pequenos orifícios por onde os instrumentos foram introduzidos são bem simples. O paciente sai do hospital com curativos que serão trocados no dia seguinte, após o banho, aplicando uma solução antisséptica como Metrhiolate e um curativo com gaze e esparadrapo micropore. Depois de 2 ou 3 dias não há mais necessidade de curativo, exceto se o paciente se sentir mais confortável com eles.

Os riscos de uma cirurgia de vesícula são bem pequenos, sendo esta a cirurgia do sistema digestório mais frequente no Brasil e no mundo. Os sinais de alerta são: febre alta, dor intensa que não melhora com os analgésicos prescritos ou olhos amarelos, também chamado de icterícia. Nesses casos você deve entrar em contato com seu médico ou procurar o pronto-socorro do hospital onde operou.
 
Estima-se que cerca de 5% da população irá desenvolver uma hérnia da parede abdominal. Desse total, cerca de 75% serão hérnias da região inguinal, popularmente conhecida como região da virilha. Acontece com maior frequência nos homens, que são 25 vezes mais acometidos que as mulheres.

A hérnia inguinal pode ser congênita, ou seja, tem origem de nascença devido a uma má formação, ou pode ser adquirida durante a vida, geralmente por uma fraqueza na musculatura do abdômen. Nos homens, os testículos são formados no interior do abdômen, descendo durante a vida embrionária, para a bolsa escrotal. Esse caminho percorrido pelo testículo pode não se fechar. Nesses casos estaremos diante de uma hérnia inguinal congênita, que normalmente é diagnosticada logo após o nascimento. Em outros casos, esse canal se fecha. No entanto, ao longo da vida, desenvolve-se uma fraqueza nessa região, configurando o aparecimento de uma hérnia inguinal adquirida.

Diagnóstico:
O diagnóstico é normalmente clínico e é confirmado na consulta com o cirurgião. O abaulamento na região inguinal e a dor são os sinais e sintomas mais frequentes. Em situações especiais pode ser necessária a realização de um exame de imagem.

Tratamento:
A maioria das situações é de tratamento cirúrgico, que é a única forma de correção de uma hérnia inguinal. Existem situações onde apenas a observação é realizada, no entanto, há potencial chance de encarceramento ou estrangulamento. Podem ser utilizadas duas formas de se realizar a cirurgia: a convencional e a videolaparoscópica. Em ambas, modernamente, utiliza-se uma tela como reforço da região operada. As telas são materiais, na maioria das vezes, sintéticos, utilizados para reforço da área do defeito.

Na cirurgia convencional, após anestesia local ou bloqueio tipo raqui ou peri-dural, faz-se uma incisão na região inguinal. A hérnia é reduzida e o defeito herniário corrigido com a colocação da tela. Já na cirurgia laparoscópica, há necessidade de anestesia geral. Uma câmera é introduzida próxima a região umbilical e através de dois outros pequenos orifícios são introduzidos os instrumentos necessários para a correção do defeito. Uma tela também é colocada para reforço.

O Pós-operatório:
Em ambas as técnicas o período de internação hospitalar é de cerca de 24 horas. O paciente sai do hospital com curativos que serão trocados no dia seguinte, após o banho, aplicando uma solução antisséptica e um curativo com gaze e esparadrapo micropore. Depois de 2 ou 3 dias não há mais necessidade de curativos, exceto se o paciente se sentir mais confortável com eles.

Cerca de sete dias após a cirurgia, há necessidade de uma consulta de revisão, onde os pontos serão removidos e orientações adicionais serão fornecidas. O repouso é relativo após esse período, no entanto, atividades físicas devem ser evitadas nos primeiros dias após a cirurgia.
A doença do refluxo gastroesofágico é um dos problemas mais comuns do sistema digestório. Ocorre quando o esfíncter inferior do esôfago, também chamado cárdia, não se fecha adequadamente permitindo o refluxo do conteúdo do estômago de volta para o esôfago. O principal sintoma da doença do refluxo gastroesofágico é a azia, produzida pelo refluxo do conteúdo ácido do estômago para o interior do esôfago agredindo diretamente o revestimento desse órgão. 

Outros sintomas podem também estar presentes como dor no tórax, rouquidão e até mesmo dificuldade para engolir.

Diagnóstico:
A confirmação diagnóstica exige a realização de exames complementares. O mais comum deles é a endoscopia digestiva alta. Nesse exame, o médico introduz um aparelho flexível, chamado endoscópio, pela boca do paciente. Esse aparelho traz a imagem do interior do esôfago, estômago e da parte inicial do intestino para um monitor onde pode-se observar, entre outras coisas, se existem sinais de refluxo gastroesofágico, bem como se esse refluxo está causando algum grau de inflamação no esôfago.

Nos pacientes com refluxo comprovado ou em outros casos selecionados, exames adicionais podem ser realizados como a manometria e a pHmetria esofágicas. Na manometria, o médico é capaz de medir a pressão do esfíncter esofagiano inferior e afirmar se ele tem pressão diminuída ou não se fecha adequadamente. Na pHmetria, pode ser medido o pH do esôfago, o que nos se há ácido refluído do estômago no interior do esôfago.

Tratamento
O tratamento deve incluir inicialmente medidas comportamentais, como: 
  • Se fumante, o paciente deve abandonar o cigarro;
  • As bebidas alcoólicas também devem ser evitadas;
  • Faça refeições pequenas, evite deitar após o jantar e elevar a cabeceira da cama;
  • A perda de peso em pacientes obesos está indicada.
Os medicamentos mais comuns indicados no tratamento são os inibidores da bomba de prótons, cujos mais conhecidos são o omeprazol, pantoprazol e lansoprazol. Esses medicamentos atuam bloqueando a produção de ácido pelo estômago, aliviamento os sintomas relacionados ao refluxo desse ácido para o esôfago.

Cirurgia
A cirurgia pode ser indicada em alguns casos, principalmente quando a associação de uma hérnia de hiato favorece o refluxo e dificulta que o paciente obtenha bons resultados com o tratamento clínico. A hérnia de hiato ocorre quando o esfíncter esofagiano inferior está deslocado para dentro do tórax, diminuindo sua pressão e favorecendo a ocorrência do refluxo.
 
O tratamento cirúrgico é também conhecido como fundoplicatura e a técnica mais comum recebe o nome de técnica de Nissen. A cirurgia é habitualmente realizada por videolaparoscopia. Após anestesia geral, é colcoada uma câmera na região próxima ao umbigo e outros instrumentos cirúrgicos são introduzidos por pequenos orifícios. O cirurgião recoloca o esfíncter esofágico inferior no interior do abdômen e cria com o estômago, uma válvula ao redor da parte inferior do esôfago, restabelecendo a pressão do esfíncter.
 
Normalmente a internação é de 24 a 48 horas e o paciente deve permanecer alguns dias em dieta líquida. A recuperação costuma ser bastante rápida. Depois de 7 dias de operado o paciente deve fazer uma consulta de revisão para retirada de pontos e orientação para progressão da dieta e início de suas atividades.
A cirurgia para retirada do útero é denominada Histerectomia, que pode incluir ou preservar o colo uterino, dependendo da indicação. 

Existem 2 grandes grupos de doenças, que acometem o útero, e que podem cursar com a necessidade de um procedimento cirúrgico nesse órgão: doenças benignas e malignas. Miomas ou miomatose uterina, é a causa benigna mais comum nas cirurgias uterinas, podendo ser feita somente a retirada dos miomas, ou cursar com a necessidade de retirada integral do útero.

Dentre as doenças malignas, o câncer do colo do útero, endométrio e ovários, são as causas mais prevalentes de cirurgia.

Importante lembrar, que os ovários são responsáveis pela produção dos hormônios femininos, e podem ser preservados durante a histerectomia, sempre que for possível. 

Tratamento
Existem 3 maneiras para realização desse procedimento cirúrgico:
  1. Histerectomia vaginal – cirurgia realizada através da vagina, indicada em úteros pequenos e com prolapso. O acesso aos ovários e trompas é muito difícil nessa técnica;
  2. Histerectomia aberta ou convencional – cirurgia é realizada através de uma incisão no abdome, semelhante a cesariana, ou na linha media, dependendo da indicação;
  3. Histerectomia por videolaparoscopia – procedimento realizado através de pequenas incisões na pele, por onde o médico cirurgião introduz pinças de videolaparoscopia, que permitem a realização da cirurgia e posterior retirada do útero através do canal vaginal. Essa técnica é minimamente invasiva por causar menor desconforto e retorno mais rápido ao trabalho no pós-operatório.

O Pós-operatório:
Em ambas as técnicas o período de internação hospitalar é de cerca de 24 a 48 horas. O paciente sai do hospital com curativos que serão trocados no dia seguinte, após o banho, aplicando uma solução antisséptica e um curativo com gaze e esparadrapo micropore. Após 2 ou 3 dias não há mais necessidade de curativos, exceto se o paciente se sentir mais confortável com eles.

Cerca de 7 a 10 dias após a cirurgia, há necessidade de uma consulta de revisão, onde os pontos serão removidos e orientações adicionais serão fornecidas. O repouso é relativo após esse período, no entanto, atividades físicas devem ser evitadas nos primeiros dias após a cirurgia. Atividade sexual esta contraindicada até a consulta de revisão e avaliação do seu médico. Em alguns casos, durante as primeiras semanas de pós-operatório, podem sair pequenos coágulos ou raios de sangue pela vagina, que ainda está em fase de cicatrização interna dos pontos. E nos casos de Histerectomia Aberta ou Convencional, em alguns casos, pela ferida operatória pode sair um liquido de coloração amarelo-citrina chamado de seroma que deve ser avaliado pelo seu cirurgião e mantido curativo com gaze e micropore até avaliação.

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